Como fazer que seu chefe invista em você!

Como fazer que seu chefe invista em você!

Como fazer que seu chefe invista em você?

Sua empresa não quer pagar treinamentos ou cursos para você? Leia esse texto para saber como fazer seu que seu chefe invista em você.

Ultimamente tenho visitado algumas empresas e devido a atual crise vejo muitos colaboradores reclamando que a empresa não quer pagar nenhum curso de aprimoramento, inglês, faculdade ou pós-graduação.

É muito comum que empresas paguem cursos e treinamentos para seus colaboradores, porém provavelmente isso não acontecerá se você não der o primeiro passo e pedir para seu chefe. Para isso, siga os importantes passos abaixo:

Escolha um curso ou treinamento que seja tão importante para você quanto para a empresa

Há algum tempo atrás ouvi um coordenador de RH, formado em psicologia, reclamando que a empresa não quis pagar parte de sua pós-graduação. Quando perguntei qual era o curso que ele havia escolhido, ouvi a seguinte resposta: “Psicopedagogia”

O site guia do estudante define:

O psicopedagogo estuda os processos de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos. Ele identifica as dificuldades e os transtornos que interferem na assimilação do conteúdo, fazendo uso de conhecimentos da psicologia e da antropologia para analisar o comportamento do aluno.

Entenda e aceite que nenhuma empresa é uma instituição de caridade! Se o curso que você está pleiteando não tiver ligação com o que você faz dentro da empresa, comece a preparar o bolso para pagar por ele integralmente.

Pesquise opções de preço e resultado

Antes de pedir para seu chefe, faça uma pesquisa sobre o curso desejado e dê duas a quatro opções de curso para que ele possa tomar uma decisão. Assim você também se mostrará muito mais interessado e mais eficiente ao fazer isso.

Não tenha medo de incluir cursos mais caros de escolas de renome e qualidade. Se o benefício recebido compensar os investimentos, a empresa optará pelo curso de maior preço e qualidade.

Analise o Custo x Benefício

Ninguém irá investir em você se não conseguir enxergar o real retorno que poderá obter. Se puder quantificar melhor ainda. Veja como exemplo uma empresa de usinagem que possui tornos comuns e tornos com programação CNC feita por computador.

Você opera a máquina comum e seu colega de trabalho opera a máquina informatizada. Sua meta é fazer com que a empresa qualifique você como operador desta máquina investindo em um curso que custa 5 mil reais.

Em algum momento, este seu colega irá ficar 30 dias sem trabalhar, devido as férias. Se a máquina fica parada durante este tempo que ele estiver fora e ela produz uma receita de 500 reais por dia.

Você irá argumentar ao seu superior que em apenas 10 dias, a empresa recuperará o investimento. Ou melhor ainda, dirá que em 1 mês operando a máquina, você trará um lucro de 10 mil reais para ela.

Assuma responsabilidades para que seu chefe invista em você!

Nenhum gestor gosta de investir em seu funcionário e vê-lo faltando as aulas. Prometa que irá levar o curso a sério e cumpra o prometido. Faça o máximo para garantir boas notas. Consequentemente, com que seu chefe invista em você!

Ele deve enxergar que você pretende seguir carreira na empresa, faça-o entender que você vale o investimento.

Se você não conseguir suprir as expectativas, o tiro pode sair pela culatra e a empresa nunca mais irá gastar um centavo com você e poderá demiti-lo eventualmente.

Nenhuma empresa negará ajuda se você conseguir provar que realmente a fará ganhar dinheiro. Todas empresas estão dispostas a ganhar mais dinheiro, se você conseguir entender esse conceito, conseguirá fazer o que quiser

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Liderança e Confiança por Walter Filho

Liderança e Confiança por Walter Filho

Por Walter Filho

A transformação de um chefe autocrático em uma pessoa que valoriza e confia em sua equipe é a nova tendência mundial de liderança. Empresas de vanguarda já estão trabalhando para tornar seu ambiente de trabalho mais agradável para todos que a frequentam.

Conflitos

A má relação entre líderes e subordinados existe desde que um ser humano passou a mandar em outro. Alguns irão dizer que os fins justificam os meios e que não há como atingir resultados sem forçar sua equipe ao extremo.

Porém a longo prazo este tipo de relacionamento é horrível tanto para o chefe e subordinado como para a empresa em si. O clima organizacional se torna péssimo e indicadores como o turnover e absenteísmo vão ao teto, o que pode afetar diretamente o lucro da empresa.

Em minha carreira profissional, percebi que a maioria dos líderes tem duas atitudes básicas: sacrificarem a si mesmos em busca de resultados para suas empresas e impor suas metas e objetivos aos subordinados.

E isso em detrimento a viverem o presente plenamente, focando sempre um futuro, o qual nunca chega. E o pior, só irão perceber os erros cometidos, ao serem também desligados da empresa, quando já será tarde demais.

Via de regra, abrimos mão de nós mesmos, obcecados por esta “verdade” difundida de que felicidade é ser bem-sucedido, tanto profissional, quanto financeiramente.

Valores

Muitas vezes, talvez por ego, chefes se cercam de bajuladores, que são um verdadeiro câncer para a empresa. Aqueles que trabalham e satisfazem o chefe, somente na presença dele, maldizendo e fazendo de tudo para atravancar os processos, pelas costas.

A verdade é que há uma inversão completa de valores na citação acima. Pois coloca como um destino final, um objetivo, o qual trará a felicidade ambicionada um dia, enquanto, na realidade, o trajeto é o mais importante.

Temos um tempo limitado e desconhecido na Terra, chamado VIDA. Este tempo é exatamente a única coisa verdadeiramente nossa e que podemos decidir todos os dias o que faremos com ele.

Enfatizo que o caminho é mais importante que o destino, pois uma vez que temos um propósito de vida, aquela missão que sentimos que devemos cumprir, e alinhamos ela com nossas necessidades de sobrevivência, tudo passa a fluir.

E observei, que quando olhamos para o próximo, ajudando verdadeiramente em sua trajetória, o nosso retorno é muito mais efetivo.

Tudo que jogamos para o universo, recebemos de volta. O que se faz em vida, ecoa na eternidade. Mais cedo ou mais tarde, teremos o “troco”.

Tudo isso para chegar ao ponto de nosso título…

 Liderança pela Confiança

Exatamente assim que funciona: o que você busca, seu companheiro também busca. Quem não quer ter tempo para desfrutar da vida?

O que aprendi, e quero repassar, é a vida é o que se faz da vida!

Assim podemos dizer que trabalhando como descreveremos, obteremos cada vez mais pessoas envolvidas com o propósito das empresas, porém produzindo mais, não por imposição e medo, mas por acreditar e confiar.

O líder serve como um guia, que conduz os integrantes de uma equipe a realizar as tarefas do interesse da organização. Através de uma linguagem clara e próxima do interlocutor.

Desenvolve-se uma relação de confiança, estabelecendo-se uma hierarquia naturalmente, sem traumas.

É importante que se estabeleça uma comunicação simétrica, e que a liderança passe autoconfiança e se conheça.

Caráter de liderança

Corpo são, mente sã, quantos já não ouviram isto? E é verdade, Nuno Cobra, preparador físico de muitos campeões, não só nos esportes, mas no mundo dos negócios também, como Ayrton Senna e Abílio Diniz, diz exatamente: “que o nosso corpo funciona como um imenso teclado de computador, e que não é só o cérebro que manda ‘ordens’ para que os músculos entrem em ação, mas os músculos e o corpo como um todo, são capazes de reprogramar nosso cérebro”.

O caráter é formado através da convivência, e quanto mais previsível for o líder em suas atitudes, mais autoconfiança obterá em sua equipe, criando assim um ambiente onde todos desejem realizar as tarefas necessárias de interesse da empresa.

Quanto mais empatia tiver com seus colaboradores, mais conseguirá conhecer e apropriar estas pessoas nas tarefas mais adequadas em sua liderança.

Quantos não conhecem aquele chefe que está sempre certo? Que jamais erra? Ou mais, que sempre já tem alguém para apontar como culpado? Temos a tendência de querer que todos pensem e ajam como nós, isso é um complicador, facilmente sanado, colocando-se no lugar do outro.

Esta ‘leitura’ do próximo é de extrema importância e deve ser exercitada a todo momento.Todos nós temos episódios marcantes em nossas vidas, via de regra, triste, que nos levam a agir de determinada maneira, sempre reativa.

Liberte-se do passado! Seja presente! Desfrute cada segundo ao máximo.

Walter Filho é Proprietário do Centro de Treinamento Equestre Extrema (CTEE). Ele é especialista na Doma de Cavalos sem violência. Um método de liderar cavalos através da confiança mútua entre cavalo e ser humano.

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As lições de Cláudio Galeazzi, perito em salvar empresas

As lições de Cláudio Galeazzi, perito em salvar empresas

Responsável por algumas das maiores reestruturações do país, como GPA e BRF, consultor fala sobre liderança, gestão e a perpetuidade dos negócios

São Paulo – Por onde começar a reestruturar uma grande empresa para que ela volte a crescer? Claudio Galeazzi, ícone das reestruturações no Brasil, responde sem pestanejar:

“Sabe aquele funcionário insubstituível, que sabe tudo sobre a história, os números e os valores da companhia? Pois é ele o primeiro a ser cortado”, disse ele, durante o HSM Expo 2016, que acontece em São Paulo.Em sua opinião, os insubstituíveis são os que, com tanto conhecimento, poderiam ter feito alguma coisa para salvar o negócio e não o fizeram por falta de competência ou por apego.

“Muitas vezes é difícil reconhecer que o que fazíamos e dava certo no passado, hoje já não funciona mais”, afirmou ele. “O duro é quando o insubstituível é o fundador”, brincou.

Depois de identificar – e demitir essas pessoas – o próximo passo é buscar os líderes da empresa. Não são diretores ou gestores, nem os que mais produzem.

“São aqueles com carisma e liderança que, quando compram a ideia do turnaround, são como religiosos convertidos, capazes de entenderem todo o plano e engajarem toda a equipe a acreditar na empresa de novo”, explicou.

Geralmente, conta Galeazzi, os melhores líderes e, principalmente, a mudança de postura frente aos desafios surgem do segundo escalão das companhias e não da gerencia e diretoria.

“As pessoas que estão ali sabem dos problemas cotidianos, apesar de não saberem como resolver ou não terem coragem de dar a opinião sobre as mudanças necessárias”, contou ele.

Para o consultor, quanto mais alto o nível hierárquico em uma empresa, maior o medo do novo, do desconhecido. “O que é um problema para um negócio que precisa se renovar”, garantiu.

Nunca linear

Galeazzi ganhou o “carinhoso” apelido de Mãos de Tesoura depois de trabalhar no turnaround do Grupo Pão de Açúcar, em 2008, quando a varejista cortou muitas pessoas como parte de sua reestruturação.

“Naquela época, quase apanhei do Abilio Diniz e de alguns diretores por reduzir o capex em R$ 700 milhões, com grandes cortes de gente e custos, para investir em abertura de lojas, aumento de estoque e alongar a dívida”, contou ele.

No fim, deu certo. A rede conseguiu mercado em um momento complicado para a concorrência e a economia.

Para ele, esse é um bom exemplo de como as empresas precisam prever crises mesmo que sejam em horizontes distantes. “A vida empresarial nunca é linear”, comentou.

Outra regra de ouro, segundo Galeazzi, é sempre estar atento aos sinais de que a empresa vai mal.

Queda nas vendas, aumento de estoque, dívida, custos e despesas são os mais óbvios.

“Me surpreende que muitas companhias sabem que vão mal, mas preferem arranjar justificativas válidas, como colocar a culpa no tempo, na crise, no governo”, afirmou ele. “Isso é mais fácil do que assumir que não souberam ou não quiseram resolver seus problemas”.

A visão da empresa tem um papel importante na estratégia, mas nunca pode se sobrepor ao negócio em si, defende Galeazzi.

“Não existe cultura que resista a três tapas bem dados”, disse ele. “Não acredito que ela prevaleça em uma empresa em declínio”.

Como exemplo, o consultor citou a BRF, a gigante do setor de alimentos que ele comandou por um bom tempo. Fusão entre a Perdigão e Sadia, a empresa determinava o que era para ser produzido, de qual jeito e com qual preço, de acordo com o setor em que atuava.

“Tivemos de reverter isso rapidamente, porque o mercado quem define são os consumidores”, afirmou ele.

As estratégias, então, passaram a serem desenhadas pelas áreas de marketing, pesquisa e consumo – e a BRF voltou a liderar o setor.

Ego e escolha

Antes de abrir sua consultoria de reestruturação, há mais de vinte anos, Galeazzi atuou como executivo e presidente de multinacionais.

Quase viu seu negócio ruir antes de começar a estudar profundamente como dar uma guinada novamente. “Aprendi na prática”, diz ele.

Além de saber exatamente o que sugerir para as empresas que o procuram para pedir ajuda, o consultor conta que o desafio é também o de lidar com o ego dos empresários.

“A vaidade deles é alta e justificável porque, em grande parte, construíram suas empresas do nada e passaram por muitos percalços, o que lhes dá a sensação de invencibilidade”, disse.

A dificuldade dessas pessoas está em aceitar ideias diferentes e vindas de alguém de fora, naquele momento delicado por qual estão passando.

“A mudança só é possível quando existe neles uma real vontade de resolver”, conta.

Para ele, os empresários que vivem de um passado bem sucedido – e um presente incerto – têm de aceitar ajuda. “É preciso se atualizar e também saber das suas limitações como dono ou presidente de um grande negócio” afirma.

O ego também pode atrapalhar as grandes companhias na busca de um líder dentro delas – em especial, nas familiares.

“O erro de empresas familiares é que muitas vezes o DNA do empreendedor fundador não é transmitido aos herdeiros”, afirma.

Na opinião de Galeazzi, o ideal é promover pessoas que já estão na corporação e são bem preparadas, com mentalidade aberta. “Mas, se a escolha for ruim, seja ágil”, alertou.

Ninguém é tão bom

A premissa de entrar mudo e sair calado de reuniões é adotada há anos pelo consultor que orienta os presidentes das empresas que atende a fazer o mesmo.

A vontade de muitos executivos em contribuir com reuniões estratégicas acaba por fazer com que poucos consigam concluir ideias do começo ao fim, disse Galeazzi.

Além do que, saber que não se sabe de nada é uma lição e tanto, ele garante.

“Um CEO que pensa saber todas as respostas, está ou estará com um negócio em crise”, afirmou. “Por mais que você pense ser bom, te asseguro, você não é”.

A capacidade de renovação foi o que motivou GE e Apple, por exemplo, a seguirem em frente, se modernizarem, argumentou o consultor. A falta dessa habilidade foi o que fez grandes negócios do país, como Mappin e Mesbla, desaparecem.

“Reconhecer suas limitações é importantíssimo para a superação”, afirmou ele. “Saber se transformar é essencial para a vida de qualquer gestor”.

Fonte: Revista Exame.com

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Artigo revela que um chefe ruim pode adoecer os funcionários

Artigo revela que um chefe ruim pode adoecer os funcionários

Para cerca de 75% das pessoas, o chefe é a maior causa de estresse no trabalho

O médico, escritor e Influencer Travis Bradberry publicou um artigo aqui no LinkedIn que aponta que um chefe ruim pode fazer tão mal para a saúde dos funcionários quanto fumar passivamente. E o pior, quanto mais tempo uma pessoa passar trabalhando para alguém que a deixa infeliz, maiores serão os danos para sua saúde mental e física.

Dados da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, publicados no artigo da revista Quartz revelam que 75% dos trabalhadores americanos consideram seu chefe a maior razão de estresse no trabalho. Contudo, 59% dessas pessoas não largariam o emprego, mesmo infelizes.

Os dados mostram que as pessoas arrumam uma maneira de se conformar com seus empregos, e isso faz com que a decisão de pedir demissão e sair em busca por um ambiente de trabalho mais saudável seja ainda mais postergada.

Faz mais mal que cigarro

Muito impressionante também em relação a este assunto são as descobertas de pesquisadores da Harvard Business School e da Universidade de Stanford, ambas nos Estados Unidos.

Os pesquisadores reuniram dados provenientes de mais de 200 estudos, e chegaram a conclusão que estresses simples e cotidianos no trabalho podem fazer tão mal a saúde como a exposição a quantidades consideráveis de fumaça do cigarro de outras pessoas.

A razão número 1 causadora de estresse no trabalho, o medo de ser mandado embora, pode aumentar em até 50% os riscos de problemas de saúde. Já um cargo que exige do funcionário mais do que ela/ele pode oferecer aumenta em 35% o risco para a saúde.

O que fazer em caso de problemas com seu chefe

Em muitos casos, os problemas com os superiores podem ser meramente caso de afinidade. Existem, contudo, muitos chefes realmente ruins por aí. Mas como saber em qual situação você se encaixa?

Um chefe ruim é verbalmente agressivo, narcisista e pode até se tornar violento. Frases típicas dos chefes ruins são: “Aqui nada funciona se eu não estiver por perto!”, “Nós sempre fizemos assim!” ou “Agradeça que você tem um emprego.”

Claro que não é fácil para ninguém largar o emprego e começar tudo de novo, mas a motivação para trabalhar de quem se encontra em uma situação dessas desaparece totalmente. Existem, contudo, algumas dicas para sobreviver essa fase de crise profissional:

  1. Faça uma lista de tarefas e objetivos para o seu dia de trabalho. Cada vez que completar algum item da lista, risque-os da lista. A sensação de ter conseguido realizar alguma coisa, mesmo em um ambiente hostil, vai te ajudar a seguir em frente.
  2. Desligue-se nos finais de semana. Não cheque emails, nem mensagens do trabalho. Passar um tempo sem pensar no trabalho pode te ajudar a recarregar as baterias.

 

Escrito por Ana Colombia | Jornalista

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Qual o perfil de um líder de sucesso na modernidade?

Qual o perfil de um líder de sucesso na modernidade?

A liderança é e sempre foi necessária para se obter bons resultados e alcançar suas metas.

Qual o perfil de um líder de sucesso moderno?

Imagine a seguinte situação: você chega  ao seu local de trabalho e em vez do computador, uma máquina de escrever está  em sua mesa. O telefone celular foi substituído pelo pager, mais conhecido como bip. E para conferir quem ligou na sua ausência, você checa os recados na secretária eletrônica.

Essa cena surrealista dificilmente será vista no mundo atual. Pertence ao universo da imaginação. Até o saudosista mais empedernido há de reconhecer que não é possível viver sem a contribuição da modernidade.

Se os exemplos acima são risíveis, a graça desaparece quando aplicamos o conceito de modernidade ao estilo de liderança. Existem muitos líderes atuando em 2016 com ideias e posturas anacrônicas.

Líderes que vivem na era dos Jetsons, mas pensam e agem como se estivessem na era dos Flinstones. Mas, afinal, qual a diferença da liderança moderna com aquela exercida décadas atrás? O que é um líder moderno? Em primeiro lugar, gostaria de definir o que entendo por modernidade.

O líder moderno

Para isso, vou fazer uso das sábias palavras do saudoso jornalista Joelmir Betting. “Modernizar não é sofisticar. Modernizar é simplificar”. Ser moderno é ser capaz de tornar as coisas simples. Um líder antenado com seu tempo, empenha-se para que todos os processos na sua empresa sejam descomplicados.

Ser simples em muitos casos significa ser óbvio. E um líder não pode ter medo de ser óbvio. Ser simples nem sempre é sinônimo de ser fácil. A simplicidade dá trabalho. E incomoda as pessoas que estão acostumadas a criar dificuldades para vender facilidade.

Um líder que simplifica consegue fazer com que as pessoas utilizem seu tempo fazendo aquilo que realmente importa, tornando-as mais produtivas. E isso é uma conquista gigantesca.

Outra marca de um líder moderno é a coerência. A época do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” está definitivamente encerrada.

Valores de um líder de sucesso

De um líder espera-se conhecimento acadêmico, firmeza nas decisões, bom relacionamento interpessoal, mas, sobretudo, harmonia entre suas palavras e suas ações.

Um líder que prega comprometimento, mas é o último a chegar à empresa e o primeiro a ir embora está afirmando com a teoria e desmentido com a prática. Uma liderança incoerente não inspira respeito. E um líder que não é respeitado, na verdade, já deixou de liderar.

Um líder moderno é aquele que pensa nas pessoas. E as valoriza. Os lideres vivem pedindo para os funcionários vestirem a camisa da empresa, mas poucos se preocupam em saber se a camisa ficou apertada demais ou muito folgada. E é isso que diferencia os líderes ultrapassados dos líderes modernos: tratar cada funcionário como se ele fosse o único.

Em um passado nem tão distante, projetos e resultados eram considerados as coisas mais importantes em uma corporação. O líder moderno continua tendo metas ousadas, buscando os melhores resultados, mas sabe que o fator humano é o bem mais valioso de uma empresa.

Um líder em compasso com a atualidade é aquele que valoriza a individualidade e promove a integração. O bom gestor de pessoas incentiva todos os funcionários a vestir a camisa da empresa, cada um de acordo com seu manequim, mostrando a unidade na diversidade.

Há muitas outras características do líder moderno: paixão pelo que faz, autoconhecimento, capacidade para adaptar-se às mudanças e muito mais.

O tema é amplo e não se esgota nesta coluna. Mas algo imprescindível ao líder moderno é a conjugação do sonhar com o fazer, do desejo com a realização. Ou nas palavras de Lance Morrow: “Líderes tornam as coisas possíveis. Líderes excepcionais as tornam inevitáveis”. Seja um excepcional líder moderno.

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